domingo, 29 de abril de 2012

Cia. Seres da Mala


Coelhos saltam da mala para contar histórias
Sábado, 7, a Cia. de Contadores de Histórias se apresentou na praça, com um repertório envolvente. Quem passou por ali, não resistiu.  Parou, ouviu, dançou, brincou... se permitiu ser feliz. Esta foi a melhor resposta aos atores da companhia que por sua vez, também se divertiram muito com esse espetáculo.
Os atores: Almir Rogério, Cândida, Celeste Pieri, Luiz Alexandre, Milena Senhorini, Rafael Damaceno, Maria Helena e alguns atores mirins, com participação especial, saíram da mala para compartilhar histórias que encantaram, por seu enredo leve, divertido e até para pensar depois.
O cenário, obra de José Tadeu de Oliveira, filho do nosso querido artista Dito Micuim, enriqueceu de forma criativa e primorosa as performances de contação de histórias. E, claro, o grande parceiro na operação de som – Benê.



A companhia, muito feliz, agradece ao público que este esteve presente, por ouvir frases como “Que bacana, poderia acontecer mais vezes”.   E a nossa resposta a este público que prestigiou e ficou com um gostinho de quero mais, nossas palavras: Onde houver ouvidos atentos, aí estaremos!  “Canto apenas quando dança, / nos olhos dos que me ouvem, a esperança.”  (Liberdade, liberdade – Millôr Fernandes). Maria Cândida Figueira – diretora da Cia. de Contadores de Histórias “Seres da Mala”. Contatos: tel. 3562-2663 / e-mail: mcandidafig@gmail.com

terça-feira, 20 de março de 2012



COELHOS CONTADORES DE HISTÓRIAS?

A CIA. CONTADORES DE HISTÓRIAS
“SERES DA MALA” RECEBEU VISITAS PRA LÁ
 DE FOFAS NESTA VÉSPERA DE PÁSCOA, E...

VOCÊ É NOSSO CONVIDADO ESPECIAL !!!

VENHA OUVIR HISTÓRIAS E BRINCAR COM OS COELHOS MAIS ALEGRES DESTA CIDADE!


DIVIRTA-SE E APROVEITE AS GULOSEIMAS NO
BAZAR DA SOBREMESA!

SÁBADO, DIA 07 DE ABRIL
NA PRAÇA CENTRAL – DAS 10h00 ÀS 12h00.


CIA.  DE  TEATRO  “OS  MARIAS”









domingo, 4 de março de 2012

No dia 03/03/12 o Projeto Ademar Guerra convocou representantes dos grupos selecionados para a 2ª fase classificatória, para um encontro preparatório para as iniciativas da PRODUÇÃO TEATRAL NO INTERIOR - 2012, com coordenação geral de Aldo Valentim e curadoria artística de Sérgio Ferrara e demais profissionais da equipe técnica.
Estiveram presentes Maria Cândida Figueira e Almir Rogério, onde participaram ativamente das palestras que envolviam os objetivos e ações para este ano.
Uma novidade, é que cerca de 20 grupos, foram acentuadamente selecionados para circulação de trabalhos apresentados em novembro de 2011, em amostras elaboradas pelo Projeto para este ano. 
A iniciativa é fundamentada  pela qualidade destaque que cada grupo demostrou em auto grau de aproveitamento, diálogo com o público e um bom acabamento artístico. 
Entre os municípios estão: Batatais, Birigui, Campinas , Ibirá, Jaú, Lençóis Paulistas, Pirassununga, Presidente Prudente, entre outras ... que serão respaldados através de ações culturais promovidas pelo próprio Projeto.
Os membros do grupo OS MARIAS, sentiram-se privilegiados em meio tantos outros trabalhos, ser um dos que compunham essa responsabilidade cultural.




Sérgio Ferrara


Conheça mais sobre o Projetohttp://oficinasculturais.org.br/projeto-ademar/


RAZÕES BUSCADAS PELOS INTEGRANTES PARA ESTA SELEÇÃO:


quarta-feira, 23 de novembro de 2011

“Um estudo para Maria Peregrina”

Domingo: um dia que ficou marcado pelas apresentações teatrais

A intensidade da programação deixava claro que o domingo seria um dia atípico. Seria preciso mais que gostar de um bom espetáculo. Foi preciso, além do gostar, querer saber o que o Projeto Ademar Guerra trazia, o que os grupos tinham preparado e o que os diferenciava de Garça. Sim não deu para escapar desse pensamento já que a cidade que estava recebendo tantos atores e uma equipe do Projeto Ademar Guerra não tinha representantes em cena. Garça, a cidade que vem se diferenciado pela magnânima Sala Miguel Mônico que tanto encantamento tem provocado naqueles que lá se apresentam; a cidade que tem uma Escola Municipal de Cultura Artística; a cidade que já teve muitos representantes na arte cênica e que desenvolve o projeto de levar teatro para a zona rural não tinha um grupo que a representasse quer seja no palco da Sala Miguel Mônico, quer fosse no Espaço Cenografia. Garça, enquanto grupo de teatro, não participou do Projeto Ademar Guerra. A cidade que tem estrutura para realizar um encontro internacional de teatro, não teve sequer um grupo teatral que pudesse fazer parte do Projeto Ademar Guerra. Mas isso foi apenas um aparte – divagações de quem ainda não entendeu essa distonia - , já que é preciso voltar ao domingo, dia 6 de novembro. Um dia marcado por apresentações teatrais em Garça.


“Um estudo para Maria Peregrina”
E o show começou com o Grupo Os Marias de Pirassununga 


A música já mostrava um pouco do que seria a apresentação e as roupas mostravam o regionalismo que muitas vezes vemos apenas como folclore. No café feito no fogão a lenha, na crítica as escolhas por aqueles que nos representam, fomos apresentados a Maria Peregrina. “E o tempo desfaz toda solidez. E o que o tempo desfaz a memória refaz. E o que a memória refaz, o tempo desfaz”. Em cena a trupe contava história, de forma suave e ao mesmo tempo intensa. Séria e cômica. Elegante e simples. E a música também era um personagem. E chegamos a história do homem que saiu para esquecer o amor, e que sempre procura razão para o que faz – embora nem sempre ache -. O amor que não se explicou e que foi a justificativa. O amor renúncia, o amor crime, o amor morte, o amor fatalidade. Tivemos em cena três mulheres que eram apenas uma. Tivemos o sagrado e o profano. Tivemos a percussão e a flauta que como disse a atriz Cris Naga, foi a força e a leveza ali simbolizadas. De Luís Alberto de Abreu, o texto apresentou três histórias distintas da santa popular Maria Peregrina. Conhecida como Nega do Saco ou Maria do Saco, ela viveu mais de 20 anos nas ruas de São José dos Campos. Após a sua morte, passou a ser considerada uma santa popular, integrando o universo folclórico do Vale do Paraíba. No início da peça, Maria Peregrina surge sem memória e é auxiliada por um romeiro a relembrar fatos de sua vida. A partir de suas divagações, surgem diversas hipóteses sobre seu passado. São evocadas três diferentes histórias: uma de paixão, outra cômica e uma terceira, que recria um texto do teatro Nô. A busca pela identidade é o fio condutor da peça, que aponta um problema vivido nas grandes cidades. “Todos do interior tem a sua Maria Peregrina”, falou Sérgio Ferrara, durante o singular momento em que grupo, público e equipe do Projeto Ademar Guerra discutiam a apresentação. Foi, em todos os momentos, um tempo de crescimento. “Nós buscamos refazer a folia e vimos que descobrir o Brasil é uma lenda. Maria Peregrina existiu de fato e tinha algumas visões. O que ela falava acontecia. Vivia na rua, dormia realmente debaixo de uma árvore e a morte dela nunca foi explicada. Mas quem é que ia se importar com a morte de uma mulher que vivia na rua, ainda mais negra?”, colocou Cris Naga que além de atriz foi a regente do grupo e teve todo empenho no processo de pesquisa. “Foi muito bom o trabalho apresentado. A pesquisa e a narrativa estavam inseridas no espetáculo como uma ligação. Vi na representação do Almir (um dos atores) o caipira, o Mazzaropi, Oscarito, Grande Otelo. Foi maravilhoso”, colocou Ferrara. E o curador do Projeto Ademar Guerra parece que teve uma incumbência a mais em todo esse processo. Teve a incumbência, com suas discussões, de suscitar no público o desejo de saber mais. Segundo ele, os bastões que o grupo utilizou durante a apresentação deram uma conotação dionisíaca, “meio que Evoé” ao espetáculo. E em mais uma de suas frases Ferrara coloca que “quando a gente vai fundo na nossa cultura, descobre a cultura do mundo todo”. “Para mim esta sendo uma surpresa muito gostosa. A apresentação foi linda, a expressão corporal do grupo, a maquiagem, o todo. O senhor sentado ao meu lado, cantou com vocês. Ele conhecia a música. As pessoas se sentiram envolvidas com o ensaio”, ressaltou ele. Que em nenhum momento fique entendido que todos os presentes concordavam com o que diziam o curador, ou o consultor ou o coordenador. Todos prestavam atenção, aprendiam e passavam a observar os fatos apontados. Leigos aprendendo – sob o olhar de Ferrara, Araújo e Valentim – a perceber diferenças no palco, a ponderar sob outros aspectos. Por vezes, aquilo que nós leigos achávamos ruim, Ferrara derrubava na sua discussão. Tinha para ele, sido o máximo. Diferenças que foram gostosas de serem apontadas, de se chocarem. Tudo aprendizado. E depois da roda de discussão foi o momento para os flashes.

domingo, 19 de fevereiro de 2012


Projeto Ademar Guerra - 2012






Processo seletivo para grupos de teatro resultado parcial -1a fase.
Ficam os grupos relacionados abaixo convocados para o envio de um representante (preferencialmente o diretor ou líder artístico do grupo) para participar da entrevista com o Curador Artístico Sérgio Ferrara e com o Coordenador Geral Aldo Valentim. A entrevista, 2a fase será realizada no dia 3 de março, sábado, das 9h até às 18h; na oficina cultural Oswald de Andrade.


Nome do Grupo Cidade:


Arte das Águas Ibirá
CAT - Cia. Artística Théatron Araraquara
Cia. Atlantida de Teatro Taquaritinga
Cia. Báquicos de Teatro Adamantina
Cia. Corpo Santo Campinas
Cia. Cultural Velhus Novatus São José dos Campos
Cia. De 2 São José dos Campos
Cia. De Teatro Buscando Sentido Osvaldo Cruz
Cia. De teatro Os Marias Pirassununga
Cia. Experimental  de Teatro Arte sem Nome Diadema
Cia. Fulô Teatro de Animação Ubatuba
Cia. Imagem Pública Mogi Mirim
Cia. Novos Atores Pindamonhangaba
Cia. Programa Vida Saudavel Bertioga
Cia. Sanca de Teatro São Carlos
Cia. Teatral Atos & Cenas Lençóis Paulista
Cia. Teatral Todos Amando pela Arte - T.A.P.A Taquaritinga
Cia. Teatrilho Catanduva
Cia. Teatro Art & Manha - Núcleo Galharufa CubatãoCia. Teatro de Fulô Sorocaba
Circo e Teatro de Rua Os Mamatchas Presidente Prudente
Companhia Teatral 1º Ato Valparaiso
Companhia Teatral Tuia das Traia Marília
Corpo Municipal de Teatro de Atibaia Atibaia
Cotia Cidade das Rosas Cotia
G.A.L / Cia. Poleiro dos Anjos São José do Rio Preto
Grupo Ágape Tupã
Grupo Anjos do Riso Santa Bárbara D' Oeste
Grupo Anônimos da Arte Botucatu
Grupo Arte & Riso de teatro Guararema
Grupo Arte Livre Marília
Grupo Curto Circuito Cruzeiro
Grupo de Clowns e Palhaços Gandaiá Indaiatuba
Grupo de Teatro Amador Marginal - Gru.T.A Marginal Assis
Grupo de Teatro Amador Pé na Estrada Rancharia
Grupo de Teatro Mythus Macatuba
Grupo de Teatro Preto no Branco São Carlos
Grupo de Teatro Unati Unesp Guaratinguetá
Grupo ELAM de Teatro Marília
Grupo Evoé Juquiá
Grupo Fênix de Teatro Tupã
Grupo Girassol Santa Fé do Sul
Grupo In-Pacto  Santa Bárbara D' Oeste
Grupo Já de Teatro Jaguariúna
Grupo Paiol Ilha SolteiraGrupo Teatral Athos Batatais
Grupo Teatro do Rinoceronte São José dos Campos
Grupo Triade Poiesis Votuporanga
Grupo Vivenciando a Arte Lorena
Mênades & Sátiros Cia. De Teatro Presidente Prudente
Núcleo de Pesquisa em Psicoteatro Pedagógico e Social Itapevi
ONG - Grupo Teatral Epifania Jaú
Os Hedonistas  Birigui
Pro Teatro Vivo Valinhos
Todas Tribos Batatais
Trupe Nariz de Vidro São José do Rio Preto
Trupe Ventri-Loucos Jaguariúna

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012


Cia de teatro “OS MARIAS”

·         Em 2011, gerido por Luiz Henrique dos Santos, o Saci, denominado Grupo Piracena de Teatro, provisoriamente. Sob orientação de Leonardo Antunes.

·         Nova direção teatral – num processo colaborativo.

·         Iniciado com dez pessoas aproximadamente, o elenco chegou ao final do ano com 7 pessoas.
·        Em busca de uma proposta de trabalho, foram lidos os textos: O Apocalipse ou O Capeta do Caruaru, de Aldomar Conrado; como prática de exercícios, o grupo foi subdividido para releituras performáticas do texto em questão.  Com a inconstância de alguns atores, foi decidido mudar de texto, uma vez, que ele exigia pelo menos uns dez intérpretes, e com adaptação.
·         Leitura de Borandá, de Luiz Alberto de Abreu. Foi realizada leitura e discussões sobre o contexto da peça. Contávamos então, com cinco integrantes, sendo um deles, inconstante, devido ao seu trabalho profissional.
·         Como sugestão de Léo, uma leitura de Maria Peregrina, então objeto de encenação do grupo.
·         Ensaios em espaços alternativos, pois a prefeitura não pôde mais disponibilizar o local cedido anteriormente.
·         Saída de mais um ator por causa de compromisso profissional. Por outro lado a diretora musical, Cris Naga, aceitou o convite e passou a integrar o elenco. E em seu primeiro trabalho, recebemos Rafael Damaceno. A partir daí o elenco se constituiu de: Almir Rogério, Celeste Ozzelo, Cris Nagayoshi, Maria Cândida, Maria Helena e Rafael. Na iluminação, Cris Vieira.
·         O mesmo anonimato vivido por Severino, no poema de João Cabral, e como Maria Peregrina, em busca de sua identidade no mundo. Por sermos frágeis e fortes, sonhadores e convictos. Contrariando a gramática dos gêneros, mas falando no benefício da nossa identidade, eis que surgiu: Cia. de Teatro “Os Marias”.
·         Encontros às segundas e terças-feiras da semana, das 19 às 10h30. E durante alguns finais de semana quando esteve próxima a apresentação em Garça, em locais já citados.
·         A pauta era desenvolvida com trabalhos corporais e vocais: exercícios de conscientização de ações e de suas naturais relações com a mente levando a um desenho mais nítido e verdadeiro dos gestos do ator, relacionado aos seus objetivos de cena.  Seguíamos os exercícios passados por nosso orientador, presencial e de sugestões de pauta, via internet.
·         Aquecimentos vocais e treinamentos com alguns instrumentos como flauta, tambor, triângulo e chocalhos, necessários à entoação de músicas cantadas pelos atores na peça, pela diretora musical Cris Nagayoshi.
·         No dia 06 de novembro apresentação em Garça, em ensaio aberto, numa sala ambiente, contando com alguns holofotes suspensos e dois no chão. Não utilizamos cenário. O espaço foi demarcado apenas por um tecido trançado. Seguiu-se a principal descrição do autor: desenhar uma área de encenação.
· Após a apresentação, debate com a equipe de coordenação, apontando de maneira muito lúcida e competente aspectos positivos e negativos da atuação em si.  As palavras tiveram ótima repercussão, pois todos saíram de lá muito animados e dispostos a seguir em frente com o texto.
·         Necessidade de dispor de transporte e alimentação subsidiados pelo Projeto, porque a Secretaria de Cultura e Turismo do município se recusou a fornecê-los.
·         Nos dias 3 e 4 de dezembro, participação no encontro em Ibirá.
·         Apresentação de Sarau Temático, em Pirassununga, para mostrar o trecho de Maria Peregrinam, entre outras atrações.
·         Janeiro – retomada das atividades e ingresso de novos atores.

                                                                         

Maria Cândida Figueira
Cia. de Teatro “Os Marias”




sábado, 14 de janeiro de 2012

Um mar de foguinhos.






UM MAR DE FOGUINHOS 



Um homem do povo de Neguá, na costa da Colômbia, pôde subir ao Alto Céu.
De volta, contou. Disse que contemplou, desde lá de cima, a vida humana.
E disse que somos um mar de pequenos fogos.
- O mundo é isso - revelou - Um montão de gente, um mar de foguinhos.
Cada pessoa brilha com luz própria entre todas as demais. Não há dois fogos
iguais. Há fogos grandes e fogos pequenos, de todas as cores. Há gente de 
fogo sereno, que nem percebe o vento, e gente de fogo louco, que enche 
o ar de chispas. Alguns fogos, fogos menores, não alumiam nem queimam;
mas outros ardem a vida com tanta intensidade que não se podem vê-los sem 
piscar, e quem se aproxima se acende.

                                              In "O Livro dos Abraços" de Eduardo Galeano*